quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Estranho Ano de 2016


   Nos últimos dias de junho, faço uma pergunta a mim mesmo: "Que estranho ano é este que vivemos?"

   Para responder faço algumas constatações de uma presidenta que recebeu um impeachment mas mora no brasil, pode voltar ao poder e hoje como uma das rapidinhas diz, a revista times diz que o afastamento de Dilma pode ser curto.
   Outra constatação é de que finalmente as redes sociais foram popularizadas, do vulgo "virou povão", não somente as conhecidas como facebook e whatsapp, este último que é o furor do momento, mas as redes etilizadas também como o youtube e o twitter. O ano é de fofoca e como dizem no popular "treta" via internet. Cada vez mais transformando as megalópoles do mundo globalizado em cidades do interior cheias de intrigas e nenhum anonimato.

   Mas a constatação mais estranha que vejo no ano de 2016, é de que as pessoas vivem em um constante buscar do dinheiro. Algo mudou na cultura, ela deixou de ser cultura para virar produto e o produto virou cultura.

   Marx disse em "O Manifesto Comunista" que o capitalismo necessita que seus artistas gerem produtos e detesta os artistas. No momento que alguém vive pela arte e não pelo dinheiro coloca idéias subversivas em que o dinheiro não é tão importante assim e isso retira o poder da burguesia que quer o poder pelo sistema, neste caso o capitalismo ou melhor ainda, dinheiro.

   Desta forma Britney Spears sobe e Caetano Veloso desce, a não ser é claro que venda ingressos em shows performáticos em grandes bares de grifes a preços orbitantes, neste caso, sobe. 

   O que me é estranho não é a sede de dinheiro mas a cultura capitalista dizendo em alto e bom tom: "DINHEIRO!" e as pessoas dizerem com todas as letras que sim desmerecem os artistas "mortos de fome" que se abdicam da notoriedade em busca do sucesso a partir daquilo que hoje não se encontra com frequência: ideologia artística.

   O funk sobe por que o dinheiro vai ao funk e o dinheiro vai ao funk por que o funk sobe, um circulo perfeito onde o sentido não é muito necessário, o que é necessário, ou melhor, indispensável, é o dinheiro.

   Memes e pessoas dizendo dinheiro acima de tudo a não ser Deus, mas esta é outra coisa estranha que hoje não falo nada, por que o povo busca a Deus hoje como se fosse a base da sociedade não layca e no entanto o carrão não falta.

   Mas é claro, o mais estranho é que no carrão vão os dizeres: "Foi Deus que me deu!"



 

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