O governo francês aumentou o tom nesta quarta-feira (15) contra as centrais sindicais locais e ameaçou vetar novas manifestações caso as entidades não garantam a ordem e a segurança dos participantes. A crítica veio um dia após cerca de 40 pessoas ficarem feridas em uma série de incidentes violentos ocorridos em Paris durante uma marcha contra a reforma trabalhista.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, pediu para a central sindical CGT não organizar mais protestos em Paris que possam ocasionar tensão, enquanto o presidente François Hollande anunciou que proibirá novas manifestações "se a proteção dos bens e das pessoas não for garantida". A França atravessa um momento delicado e não pode dar margens para brechas no sistema de segurança. O país, que foi vítima de um atentado terrorista em novembro do ano passado com 130 mortos, é sede atualmente da Euro 2016, torneio de futebol que recebe seleções e turistas de todo o continente.
O nível de alarme contra terrorismo e incidentes violentos é altíssimo na França. Mesmo assim, as autoridades não estão conseguindo conter atentados. Um casal de policiais foi morto na madrugada de segunda-feira (13) por um suposto jihadista no subúrbio de Paris, em um ato assumido pelo grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis). No protesto de ontem, além dos feridos, houve a prisão de 15 pessoas. A Torre Eiffel, um dos principais monumentos de Paris, precisou ser temporariamente fechada.
A manifestação foi convocada pelos sete principais sindicados franceses: CGT, FO, FSU, Solidaires, UNEF, UNL e FIDL. As centrais sindicais discordam da reforma trabalhista que está em análise pelo Parlamento e que dá mais flexibilidade para empresas e funcionários negociarem jornadas de trabalho, além de desburocratizar demissões. (ANSA)
fonte:jornal do brasil

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